Arquivo de Obras e gestão - Joab Machado - Blog https://joabmachado.com.br/category/obras-e-gestao/ Engenharia, Tecnologias e Políticas Mon, 21 Sep 2026 20:23:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.1 https://joabmachado.com.br/wp-content/uploads/2026/03/JM-150x150.png Arquivo de Obras e gestão - Joab Machado - Blog https://joabmachado.com.br/category/obras-e-gestao/ 32 32 Saneamento orientado por dados: como transformar diagnósticos em prioridades de investimento público https://joabmachado.com.br/saneamento-orientado-por-dados-como-transformar-diagnosticos-em-prioridades-de-investimento-publico/ Mon, 21 Sep 2026 20:09:05 +0000 https://joabmachado.com.br/?p=216 Plataformas, diagnósticos locais e regras regulatórias ampliam a informação disponível. O desafio é converter evidências comparáveis em uma carteira de investimentos executável, transparente e revisável.

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Plataformas, diagnósticos locais e regras regulatórias ampliam a informação disponível. O desafio é converter evidências comparáveis em uma carteira de investimentos executável, transparente e revisável.

Equipe técnica fictícia analisa mapas e projetos de saneamento em ambiente de planejamento.

Diagnóstico não é prioridade pronta

O saneamento brasileiro dispõe de cada vez mais dados sobre acesso, prestação dos serviços, regionalização e regulação. Ainda assim, uma planilha com déficits não responde, sozinha, onde investir primeiro. Entre reconhecer uma lacuna e contratar uma intervenção existe uma sequência de decisões: definir o problema, conferir a qualidade do dado, identificar causas, comparar alternativas, estimar custos e benefícios, preparar projetos e acompanhar resultados.

Três fatos recentes ajudam a enxergar essa passagem do diagnóstico à decisão.

Primeiro, o Instituto Água e Saneamento (IAS) lançou em setembro de 2026 a versão online e interativa do Tabuleiro do Saneamento Básico. A ferramenta reúne recortes nacionais e estaduais sobre acesso à água e ao esgotamento, regionalização, perfil dos prestadores e participação privada. Segundo a apresentação do IAS, 65,3% da população brasileira tinha acesso a esgotamento por rede geral ou rede pluvial no recorte utilizado pela plataforma. A própria formulação exige cuidado: conexão a uma rede, destinação do esgoto e tratamento adequado não são indicadores equivalentes.[1][2]

Segundo, matérias sobre um levantamento do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte informam que 31,41% da população potiguar era atendida por rede coletora de esgoto. O trabalho reuniu respostas de 142 dos 167 municípios e dados do Sinisa, referentes a 2024. Entre as prefeituras respondentes, 97 declararam destinação final inadequada para esgotos de unidades coletivas ou individuais, e 99 informaram destinação inadequada do lodo.[5][6] Esses dados apontam mais de uma dimensão do problema: cobertura, operação e destinação ambiental.

Terceiro, a Agência iNFRA noticiou que a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) prorrogou até 2 de outubro de 2026 a consulta sobre uma norma de referência para revisões tarifárias. A proposta buscaria uniformizar procedimentos seguidos por entidades reguladoras infranacionais em revisões periódicas, ordinárias e extraordinárias.[3][4] O exemplo lembra que investimento não depende apenas do diagnóstico físico: regras de remuneração, revisão e equilíbrio econômico-financeiro influenciam a capacidade de executar e sustentar serviços.

O que os dados podem e o que não podem mostrar

Um indicador é útil quando sua definição, período, território e origem são conhecidos. Sem essas quatro informações, comparações aparentemente objetivas podem misturar realidades diferentes.

Antes de ordenar investimentos, a administração pública deveria responder:

  • o indicador mede população atendida, domicílios conectados, volume coletado ou volume tratado?
  • o dado cobre todo o território ou apenas os municípios que responderam?
  • áreas urbanas e rurais foram tratadas separadamente?
  • o ano de referência é o mesmo para todos os territórios?
  • a informação foi declarada pelo prestador, estimada por pesquisa domiciliar ou verificada em campo?
  • há dados sobre continuidade, qualidade, perdas, tratamento, destinação e capacidade operacional?

A cobertura é indispensável, mas insuficiente. Dois municípios com o mesmo percentual de atendimento podem exigir respostas distintas: expansão de rede em um; recuperação de estações, regularização de ligações ou destinação de lodo no outro. O diagnóstico precisa preservar essas diferenças, não reduzi-las a um ranking único.

Filtro biológico percolador na Estação de Tratamento do Onça, em Belo Horizonte.
Filtro biológico percolador na ETE Onça, Belo Horizonte. Foto: Marcos von Sperling/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. Imagem recortada/redimensionada para uso editorial.

Do déficit à carteira: um método em seis etapas

O fluxo abaixo organiza o raciocínio editorial usado neste artigo: diagnóstico → causa → critérios → projeto → operação → resultado. Ele não é uma metodologia oficial nem substitui planos municipais, estudos de viabilidade ou decisões da autoridade competente.

1. Padronizar a linha de base

Crie um dicionário de indicadores com conceito, unidade, ano, fonte, cobertura geográfica e limitações. Registre divergências entre bases em vez de escolher silenciosamente uma delas. Dados ausentes também são informação: podem sinalizar baixa capacidade institucional e justificar verificação de campo.

2. Territorializar o problema

A média estadual ou municipal deve ser desagregada por bairro, setor censitário, bacia de esgotamento, área urbana e rural, quando houver base legítima e tecnicamente compatível. Mapas ajudam a visualizar desigualdades, mas precisam ser combinados com população afetada, risco sanitário, vulnerabilidade social e condição dos ativos existentes.

3. Identificar causas, não apenas sintomas

Baixa cobertura pode decorrer de inexistência de rede, estação sem capacidade, obra incompleta, conexão domiciliar ausente, ocupação dispersa ou inviabilidade de operação. Cada causa conduz a uma alternativa diferente. A visita técnica, o cadastro dos ativos e a escuta dos operadores devem testar as hipóteses levantadas pelas bases de dados.

4. Comparar alternativas com critérios explícitos

Uma matriz multicritério pode combinar, com pesos previamente aprovados:

  1. risco à saúde e ao ambiente;
  2. população beneficiada e redução de desigualdades;
  3. urgência e criticidade operacional;
  4. custo do ciclo de vida, não apenas custo da obra;
  5. maturidade técnica, fundiária, ambiental e regulatória;
  6. capacidade de operar e manter a solução;
  7. contribuição para metas legais e planos locais.

Os pesos são uma escolha de política pública, não um resultado automático do algoritmo. Por isso, devem ser documentados, submetidos à governança competente e testados em cenários. Uma intervenção pode ter alto impacto, mas baixa prontidão; outra pode estar pronta, porém beneficiar menos pessoas. O portfólio deve equilibrar preparação e execução.

5. Transformar prioridades em projetos financiáveis

Prioridade sem escopo, estudo, orçamento e responsabilidade definida continua sendo intenção. Cada iniciativa precisa de ficha com problema, solução proposta, população beneficiada, custo estimado, despesas futuras de operação, riscos, licenças, cronograma, fonte de recursos, responsável e indicador de resultado.

A regulação tarifária entra aqui: expansão e qualidade precisam dialogar com sustentabilidade econômico-financeira, eficiência, acessibilidade e regras contratuais. A consulta noticiada sobre revisões tarifárias mostra que procedimentos regulatórios também fazem parte da infraestrutura decisória do setor.[3][4]

6. Monitorar resultado e revisar a fila

O acompanhamento não termina na medição física da obra. É necessário verificar se a rede entrou em operação, se os domicílios foram conectados, se o efluente recebeu tratamento e se a destinação dos resíduos do processo é adequada. Novos dados podem mudar riscos e custos; portanto, a carteira deve ser revisada periodicamente, com histórico das alterações.

Um painel útil não substitui governança

Interpretação editorial: o Tabuleiro pode apoiar comparações e perguntas, mas não deve ser tratado como motor automático de alocação. O diagnóstico potiguar, por sua vez, sugere que olhar apenas cobertura ocultaria questões de destinação de esgoto e lodo. E o debate regulatório evidencia que decisões de investimento precisam considerar regras de financiamento e sustentabilidade do serviço.

Essas conexões são uma leitura analítica das fontes, não conclusões expressas por elas. A decisão pública continua exigindo validação local, participação dos responsáveis, transparência dos critérios e controle institucional.

A pergunta certa

A pergunta mais útil não é “qual município está pior no ranking?”, mas: qual combinação de intervenções reduz mais risco e desigualdade, com viabilidade de implantação e operação, diante dos recursos disponíveis?

Responder bem exige dados confiáveis, porém também exige engenharia, regulação, planejamento e governança. Diagnósticos tornam lacunas visíveis. Prioridades legítimas surgem quando os critérios são explícitos, as limitações permanecem à vista e cada investimento pode ser acompanhado do problema até o resultado.

Referências essenciais

[1] IAS — notícia de lançamento do Tabuleiro do Saneamento Básico.

[2] IAS — plataforma Tabuleiro do Saneamento Básico e publicação 2026.

[3] Portal Saneamento Básico — consulta de revisão tarifária.

[4] Agência iNFRA — matéria original sobre a prorrogação.

[5] Portal Saneamento Básico — levantamento potiguar.

[6] Agora RN — matéria de origem sobre o levantamento.


Nota editorial: as fontes primárias do levantamento do TCE-RN e da consulta da ANA não foram localizadas na apuração. Os dados correspondentes permanecem atribuídos às fontes jornalísticas citadas e devem ser lidos com as limitações indicadas no texto.

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Ciclos Políticos vs. Ciclos de Projeto: Incompatibilidade? https://joabmachado.com.br/ciclos-politicos-vs-ciclos-de-projeto-incompatibilidade/ https://joabmachado.com.br/ciclos-politicos-vs-ciclos-de-projeto-incompatibilidade/#respond Wed, 03 Dec 2025 19:47:05 +0000 https://joabmachado.com.br/?p=130 A infraestrutura é o alicerce do desenvolvimento socioeconômico de qualquer nação. No entanto, no Brasil, a execução de projetos de grande porte frequentemente esbarra em um desafio estrutural: a descontinuidade imposta pelos ciclos políticos. Dados recentes do Tribunal de Contas da União (TCU) revelam um cenário preocupante, com 11.941 obras paralisadas em todo o país, […]

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A infraestrutura é o alicerce do desenvolvimento socioeconômico de qualquer nação. No entanto, no Brasil, a execução de projetos de grande porte frequentemente esbarra em um desafio estrutural: a descontinuidade imposta pelos ciclos políticos. Dados recentes do Tribunal de Contas da União (TCU) revelam um cenário preocupante, com 11.941 obras paralisadas em todo o país, representando 52% das contratações vigentes (TCU, 2024). Este fenômeno não apenas gera desperdício de recursos públicos, mas também atrasa o progresso e compromete a credibilidade das instituições.

Este artigo propõe uma análise da incompatibilidade inerente entre os ciclos políticos, tipicamente de quatro anos no contexto brasileiro, e os ciclos de vida de projetos de infraestrutura, que podem se estender por oito a vinte anos. A influência dos ciclos políticos na gestão de projetos de infraestrutura é um tema recorrente na literatura, como apontado por Gonçalves, Funchal e Filho (2017), que destacam como as mudanças de gestão e prioridades governamentais podem impactar a continuidade e a eficiência de investimentos de longo prazo. A tese central aqui defendida é que, embora a incompatibilidade seja uma realidade, ela não é intransponível. Com estratégias adequadas de planejamento, governança e gestão de riscos, é possível mitigar os efeitos adversos dos ciclos políticos, garantindo maior perenidade e sucesso aos projetos de infraestrutura.

CORPO DO ARTIGO – 3 CASOS DO NORDESTE

A região Nordeste do Brasil, com sua vasta extensão territorial e necessidades de desenvolvimento, serve como um laboratório para observar os impactos da descontinuidade política em projetos de infraestrutura.

CASO 1: Ferrovia Transnordestina

A Ferrovia Transnordestina é um dos exemplos mais emblemáticos de como a alternância de poder pode comprometer um projeto estratégico. Iniciada em 2010, com o objetivo de conectar o interior do Nordeste aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE), a obra tem sido marcada por múltiplas paralisações e atrasos. As mudanças de gestão em níveis federal e estadual frequentemente resultaram em revisões de escopo, realocação de recursos e, em alguns casos, suspensão total dos trabalhos.

Em janeiro de 2023, o Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a suspender repasses para a obra devido a irregularidades e ineficiências na gestão do projeto (TCU, 2024). O período entre 2019 e 2022, por exemplo, não testemunhou uma política eficaz de retomada e conclusão, evidenciando a falta de continuidade administrativa. As lições aprendidas com a Transnordestina incluem a necessidade de documentação de projeto mais robusta e menos suscetível a interpretações políticas, além de uma estrutura de governança que minimize a dependência excessiva de decisões políticas conjunturais.

CASO 2: Saneamento Básico no Nordeste

O setor de saneamento básico no Nordeste é outro que sofre severamente com a descontinuidade. De acordo com um estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM), a região Nordeste concentra 54% das obras de saneamento paradas no Brasil entre 2012 e 2022 (CNM, 2023). Estados como Maranhão, Bahia e Ceará frequentemente lideram o ranking de obras paralisadas neste setor.

O valor contratado para obras de saneamento que se encontram paralisadas na região atinge a cifra de R$ 2,4 bilhões (CNM, 2023). Essas paralisações afetam diretamente a qualidade de vida da população, com impactos negativos em setores cruciais como educação, habitação e saúde pública, uma vez que a falta de saneamento básico adequado está intrinsecamente ligada a doenças e condições precárias de moradia. A interrupção de projetos de saneamento, muitas vezes, decorre de mudanças de prioridade em novas gestões municipais ou estaduais, que optam por iniciar novos projetos em vez de concluir os existentes.

CASO 3: Transportes e Mobilidade Urbana

No segmento de transportes e mobilidade urbana, a situação não é diferente. Estima-se que 38% das obras de infraestrutura e mobilidade urbana estejam paralisadas no Brasil, muitas delas no Nordeste (CNT, 2023). A incompatibilidade entre mandatos de quatro anos e projetos que demandam de oito a quinze anos para serem concluídos é um fator crítico.

Projetos de corredores de ônibus, metrôs ou grandes avenidas, que exigem complexo planejamento, desapropriações e execução em múltiplas fases, são particularmente vulneráveis. As mudanças de gestão municipal e estadual frequentemente resultam em alterações de traçado, reavaliação de tecnologias ou, na pior das hipóteses, abandono do projeto, gerando prejuízos significativos e frustração para a população que aguarda melhorias na infraestrutura de transporte.

FRAMEWORK “3T DE BLINDAGEM”

Para mitigar os riscos associados à descontinuidade política, propõe-se o método “3T de Blindagem”, uma abordagem estratégica para a gestão de projetos de infraestrutura:

1. TEMPO: A estratégia de alongar os prazos críticos de planejamento e execução para além dos ciclos eleitorais é fundamental. Isso implica em desenvolver projetos com fases bem definidas e independentes, que possam ser concluídas e entregues em etapas, minimizando o risco de paralisação total. A criação de fundos específicos e apartidários para o financiamento de longo prazo também contribui para a independência temporal.

2. TRANSCENDÊNCIA: Buscar o consenso bipartidário e o apoio da sociedade civil para projetos estratégicos é crucial. Quando um projeto é percebido como uma política de Estado, e não de governo, ele ganha legitimidade e resiliência contra as mudanças políticas. Isso pode ser alcançado através de audiências públicas, conselhos consultivos multissetoriais e a inclusão de cláusulas de continuidade em leis orçamentárias.

3. TRANSPARÊNCIA: A implementação de sistemas de monitoramento público robustos e acessíveis é vital. Painéis de andamento de obras com dados abertos, auditorias independentes e canais de comunicação claros com a sociedade civil aumentam a fiscalização e a pressão pela continuidade. A transparência não apenas inibe irregularidades, mas também fortalece a confiança e o engajamento dos stakeholders.

RECOMENDAÇÕES PARA GESTORES

Para consultores e gestores que atuam no setor de infraestrutura, a compreensão e aplicação de estratégias de mitigação da incompatibilidade entre ciclos políticos e de projeto são diferenciais competitivos. Recomenda-se:

  • Análise de Viabilidade Política Integrada: Ir além da análise técnica e econômica, incorporando uma avaliação aprofundada dos riscos políticos e regulatórios em todas as fases do projeto. Isso inclui mapeamento de stakeholders, análise de cenários eleitorais e identificação de pontos de vulnerabilidade política.
  • Revisão de Contratos com Cláusulas de Continuidade: Desenvolver e implementar cláusulas contratuais que prevejam mecanismos de proteção contra mudanças de gestão, como gatilhos para financiamento alternativo, penalidades por paralisação injustificada e processos claros para a transição de responsabilidades.
  • Mediação entre Agentes Públicos e Privados: Atuar como facilitador e mediador entre diferentes esferas de governo e o setor privado, buscando construir pontes e consensos que garantam a perenidade dos projetos, especialmente em períodos de transição política.

REFERÊNCIAS ACADÊMICAS

1. Tribunal de Contas da União (TCU). (2024). Painel de Obras Paralisadas. Disponível em: https://portal.tcu.gov.br/obrasparalisadas/

2. Confederação Nacional de Municípios (CNM). (2023). Obras Paradas nos Municípios Brasileiros 2012-2022. Disponível em: https://www.cnm.org.br/ (Pesquisar por “Obras Paradas”)

3. Gonçalves, F., Funchal, B., & Filho, J. F. (2017). Ciclos Políticos e Investimento em Infraestrutura no Brasil. FGV IBRE. Disponível em: https://portalibre.fgv.br/ (Pesquisar por “Ciclos Políticos e Investimento em Infraestrutura”)

4. Confederação Nacional do Transporte (CNT). (2023). Boletim da Infraestrutura. Disponível em: https://cnt.org.br/ (Pesquisar por “Boletim da Infraestrutura”)

5. FGV IBRE e DNIT. (2025). Boletim da Infraestrutura. (Nota: Esta é uma referência a uma publicação futura ou um placeholder. Para dados atuais, consultar edições anteriores do Boletim da Infraestrutura da CNT ou FGV IBRE).

6. Estudos de Risco Político em Infraestrutura. Para uma visão geral sobre o tema, recomenda-se a consulta a publicações de instituições como o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e consultorias especializadas em risco político, que frequentemente publicam relatórios e frameworks sobre a gestão de riscos não-comerciais em grandes projetos.

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